CONCURSO "VIVER A LEITURA"

RESULTADOS - EB Nº 2

 

RESULTADOS DO CONCURSO NACIONAL DE LEITURA 

Provas nas escolas 

No dia 15 de fevereiro, realizaram-se nas escolas do Agrupamento, as provas do Concurso Nacional de Leitura. Com 114 alunos inscritos, desde o 1º Ciclo até ao Ensino Secundário, foram apurados os seguintes alunos para representarem o Agrupamento de Escolas de Arganil nas Provas nas Comunidades Intermunicipais:   

Representante do 1º Ciclo: Íris Lemos Nobre – 1º Ciclo de Côja, Prof. Carlos Borges.

Representante do 2º Ciclo: Leonor Rodrigues Vicente​ – 5º A de Arganil, Prof. Aurora Figueiredo.

Representante do 3º Ciclo: Guilherme Borges Brito Correia – 7º A de Côja, Prof. Isabel Cristino.

Representante do Ensino Secundário: Francisco José Alvoeiro – 12º B, Prof. Cristina Carvalho.

  "FAÇA LÁ UM POEMA" - 2018

Os alunos do Agrupamento foram desafiados a elaborar um poema no âmbito da Semana dos Afetos. Esse conjunto de poemas irá ser submetido a concurso no SIPNL - Sistema de Informação do Plano Nacional de Leitura. Aqui os publicamos para votarem naqueles de que mais gostarem: 

https://www.tricider.com/brainstorming/3D0PRNo061B 

 

MÃE

É uma palavra pequena,

Três letras cheias de amor,

Que nos ampara,

Que nos guia,

Quando sofremos de amor.

Três letras, três significados.

Mãe é a pessoa que

Anda connosco 9 meses na barriga,

Vive emoções,

Chora,

Vê-nos crescer,

Acompanha as mudanças

Do nosso corpo ao longo do tempo.

Mãe é a pessoa que

Nos abraça quando choramos

E que chora quando sorrimos.

Não há palavras para descrever

Uma mãe…

Ser mãe é ter tudo!

É ter amor!

É ter dores de cabeça!

É ter paciência!

Mas, o melhor, é ser o filho!

Ser mãe é um momento único!

Mariana Dinis, nº 12, 9ºA (Arg.)

 

AMIZADE

Não sei como começar,

Mas dos amigos

Vou ter de falar.

 

São muito especiais,

Não estou a brincar!

Às vezes, até, essenciais,

Sem muitos exageros.

Mas não preciso de justificar, 

Pois eles são muito sinceros.

 

E quando precisas 

De ajuda?

Olá!!

Estão lá permanentemente!

Posso até só estar carrancuda,

Mas a cavalaria,

Obviamente,

Está sempre lá.

 

A amizade é assim...

Nos bons e maus momentos

É sempre um frenesim,

E, mesmo com desentendimentos,

Tu consegues ser feliz,

Com todos estes sentimentos.

Daniela Lopes, 9ºA (Arg.), nº 9

 

FAMÍLIA

Toda a gente tem ou teve,

Seja de sangue ou adoptiva.

São aquelas pessoas

Que sempre estarão na cara

Com aquele sorriso que motiva.

 

Toda a gente tem ou teve,

Aquelas pessoas que chamamos de pais.

Carinhosos e persistentes

Que se preocupam com o teu bem.

E ouvem-te atentamente,

Pois  esforçam-se todos os dias

Para seres feliz.

 

Toda a gente tem ou teve,

Um irmão, ou alguém que

Seja como um, que te chateia

E irrita diariamente para que não

Te esqueças que ele está lá.

E, mesmo se for mais velho,

Para te aconselhar e, se for preciso, defender.

 

Se tiveres assim uma família

Então valoriza-a, pois nunca

Se sabe o dia de amanhã!

Nádia Luís, 7ºB (Arg.), nº 19

 

DEPRESSÃO

 

Querida Marta

Que está morta

Não de corpo

Mas de espírito

 

Que todos os dias

Chora mares

Por um homem

Que é tão cínico

 

Pobre alma

Que naquele canto

Nada em rios

De amargura

 

Porque a morte

Àquela moça

É quem todos os dias

Lhe dá a mão.

 

Sofia Sêco, nº15, 8ºA - Arganil

 

MÃE

 

Será que sonhei

Ou é a realidade?

Só sei que ter uma mãe como tu

É demasiado bom para ser verdade.

 

Não sei se é do teu bom gosto

Ou da tua maneira de ser

Só sei que com uma mãe como tu

Uma boa pessoa vou ser.

 

Nunca me faltou nada

Nunca tive razão para criticar

Deste-me sempre tudo

Mesmo sem eu precisar.

 

Carinho, Amor, Beijinhos,

Abraços, Cócegas, Mimos...

 

Amor nunca me faltou

Não posso contrariar.

 

Amor...

Uma palavra muito forte

Mas que resume o que sinto por ti.

 

Talvez nem sempre demonstre,

Talvez nem sempre te mostre,

Talvez nem sempre te diga,

 

Mãe só há uma,

Mas como tu?!

Não há nenhuma!

Mª Leonor Carvalho Cunha, nº12, 9ºC- Arganil

 

AFETO

Afeto que afeta

Não é aquele que sugere

Mas sim o que adere

Ao Amor que o prefere

 

Afeto é gostar de alguém

É cuidar com carinho

Ter ternura no olhar

Vontade de dar um beijinho

 

Com o afeto da família

Podemos sempre contar

Mas o afeto dos amigos

Temos de o conquistar

 

Ter afeto é ter cuidado

Preocupação e bem-estar

Ser atento à felicidade

Sincero ao elogiar

 

O afeto sai do peito

Vai para outro coração

para alguém especial

A quem queremos dar a mão.

Joana Moura ,nº 9, 7.ºA de Coja

 

FAMÍLIA

Família é um grupo de pessoas que podem ser do mesmo sangue

Ou apenas um grupo de pessoas que consideramos ser do mesmo sangue

Os familiares sangue do sangue

São orgulhosos.

 

Orgulhosos do amor que nas suas veias levam,

Arrogantes pelos amistosos sentimentos que carregam.

Os familiares considerados

São orgulhosos.

 

Orgulhosos da alegria trazida nas memórias compartilhadas,

Adoradores da paixão nelas encontradas.

 

Afinal quem é família?

Família é quem sempre te apoia,

É quem te faz despertar aquela vontade de melhorar!

Emely Souza, nº7, 8ºA-Arganil

 

TALVEZ…

Talvez palavras não sejam atitudes,

Talvez não seja o final, mas sim a história que importe.

Talvez não é um sim,

Mas, no amor, não há talvez.

Amor pela família,

Amor pelos animais,

Amor pela pessoa especial,

Amor pelos amigos.

Ama tudo o que consideres importante e nunca deixes que esse amor,

Essa chama se apague!

Ana Carvalho, N°1 9°B

 

FAMÍLIA É…

Família...

Todos temos,

Dela viemos.

Nela nascemos...

Então crescemos.

Para uns,

a família é só o pai;

para outros, só a mãe,

muitos só têm o avô...

Mas a família é

Muito amor…

Luís Rente Salgueiro, Nº16, 7ºB

 

ISTO TUDO PORQUE TE AMO

 

Sempre que te beijo,

viajo na velocidade da luz.

Perco-me entre um vórtice de sensações,

que fazem o tempo e o espaço desaparecerem.

 

Sempre que te beijo,

Sinto-me atordoado,

sem fôlego e extremamente feliz.

Gonçalo Silva, 9ºB (Arg.), nº 7

 

RETORNO DE AFETO

Espera de mim,

O que recebi de ti.

Todo o afeto

Merece retorno.

De um simples obrigado

Até ao maior amo-te.

Ruben Duarte, Nº 15 9ºB

 

AMOR

Os meus olhos tu cegaste

E no meu mundo entraste.

Foi como uma melodia

Que dentro de mim se expandia.

 

Meu coração não sabia

Que dentro dele havia poesia:

Sempre que te via,

Era como magia.

 

Coração, para de tremer!

Amar não é razão para sofrer…

O amor não se pode ver,

Mas para mim, amar é viver!

Margarida Filipe, nº11, 8ºA-Arganil

Um mero alguém

 
Maioritariamente, se não diariamente, 
a cada dia que nasce e a cada sol que se põe, 
ouço bastantes vozes que me dizem que sou diferente. 
 
Só porque não valorizo saídas à noite, 
só porque rapidamente me coloco no meu Mundo, 
só porque sorrio sem razão nem porquês.
 
O que eles não entendem é 
que valorizo um passeio, porruas cheias de ninguém. 
O que eles não entendem é que admiro cada aragem que agita os meus cabelos.
 
Eles não entendem que quando estou no meu Mundo
consigo perfeitamente estar no aqui e no agora. 
Mas  optar pelo que quero ouvir e absorver.
Sim, eu consigo meditar no meio da multidão.  
                                              
Se cada um tem os seus sonhos, ambições, opiniões e valores, 
porque haveremos de nos comportarmos da mesma maneira?
Se cada um tem uma vida, tem metas, tem objetivos diferentes
porque é que existe tanto interesse em seguir os outros, 
em fazer o que acham socialmente aceite, em ir em modas e manias?
 
Alguém, tantos "alguéns", 
uma vez, tantas vezes, 
me disse, me disseram: "tu és diferente".
Apeteceu-me responder: não sou diferente, sou eu mesma, sou feliz. 
Mas que importa? Não iriam entender!
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 

Somos

todos viajantes. 
Em busca 
de um lugar pra descansar, 
de paz para transbordar, 
e de um amor sincero para amar.
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 

Primavera 

 
Eu sou como a Primavera
Desabrocho no meio do inverno
Arrefeço a neve e aqueço as folhas
Sou um coração aberto e doce
 
E o mundo que teima em ser Inverno
Eu temo em ser Primavera
Mas é um trabalho duro, sabem?
Lutar por um mundo que insiste
Em ser mais frio e negro que o Inverno
 
Mesmo sendo primavera,
Sou somente uma pequena Primavera
Uma luz, um coração doce
E as gentes do inverno,
Teimam que sou Outono
Mas eu digo,não, sou Primavera!
 
Daniela Mendes, 11º C
 
   

Deixar queimar

 
Estou confusa
E quero-me expressar
Pois depois de todos os tombos dessa vida, 
ainda tenho folgo, e quero me levantar…
Estou eufórica 
E quero-me libertar 
Qual é o mal disso? 
Estive triste por tanto tempo, não há nada de errado em me querer animar…
Quero dançar 
Mergulhar
E não ligo para quem estiver a olhar…
Vou balançar tudo 
A cabeça, o corpo, e o coração 
E deixar queimar, queimar, queimar.
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 

Corro  

 
Eu Corro,
Como se a minha vida dependesse disso
Eu luto por Respirar,
Como se me faltasse o ar
E continuo,
Continuo,
Sem parar,
Sem respirar,
 
Fico louca,
Como pode?
Como posso?
eu viver
não
ao mesmo tempo?
 
Como posso
amar
e estar
partida
ao mesmo tempo?
 
E corro,
corro,
fujo,
de mim,
de ti, 
de nós
ao mesmo tempo...
 
Daniela Mendes, 11º CUm mero alguém
 
Maioritariamente, se não diariamente, 
a cada dia que nasce e a cada sol que se põe, 
ouço bastantes vozes que me dizem que sou diferente. 
 
Só porque não valorizo saídas à noite, 
só porque rapidamente me coloco no meu Mundo, 
só porque sorrio sem razão nem porquês.
 
O que eles não entendem é 
que valorizo um passeio, porruas cheias de ninguém. 
O que eles não entendem é que admiro cada aragem que agita os meus cabelos.
 
Eles não entendem que quando estou no meu Mundo
consigo perfeitamente estar no aqui e no agora. 
Mas  optar pelo que quero ouvir e absorver.
Sim, eu consigo meditar no meio da multidão.  
                                              
Se cada um tem os seus sonhos, ambições, opiniões e valores, 
porque haveremos de nos comportarmos da mesma maneira?
Se cada um tem uma vida, tem metas, tem objetivos diferentes
porque é que existe tanto interesse em seguir os outros, 
em fazer o que acham socialmente aceite, em ir em modas e manias?
 
Alguém, tantos "alguéns", 
uma vez, tantas vezes, 
me disse, me disseram: "tu és diferente".
Apeteceu-me responder: não sou diferente, sou eu mesma, sou feliz. 
Mas que importa? Não iriam entender!
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 
 
 
Somos
todos viajantes. 
Em busca 
de um lugar pra descansar, 
de paz para transbordar, 
e de um amor sincero para amar.
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 
 
 
Primavera 
 
Eu sou como a Primavera
Desabrocho no meio do inverno
Arrefeço a neve e aqueço as folhas
Sou um coração aberto e doce
 
E o mundo que teima em ser Inverno
Eu temo em ser Primavera
Mas é um trabalho duro, sabem?
Lutar por um mundo que insiste
Em ser mais frio e negro que o Inverno
 
Mesmo sendo primavera,
Sou somente uma pequena Primavera
Uma luz, um coração doce
E as gentes do inverno,
Teimam que sou Outono
Mas eu digo,não, sou Primavera!
 
Daniela Mendes, 11º C
 
   
Deixar queimar
 
Estou confusa
E quero-me expressar
Pois depois de todos os tombos dessa vida, 
ainda tenho folgo, e quero me levantar…
Estou eufórica 
E quero-me libertar 
Qual é o mal disso? 
Estive triste por tanto tempo, não há nada de errado em me querer animar…
Quero dançar 
Mergulhar
E não ligo para quem estiver a olhar…
Vou balançar tudo 
A cabeça, o corpo, e o coração 
E deixar queimar, queimar, queimar.
 
Daniela Mendes, 11º C
 
 
Corro  
 
Eu Corro,
Como se a minha vida dependesse disso
Eu luto por Respirar,
Como se me faltasse o ar
E continuo,
Continuo,
Sem parar,
Sem respirar,
 
Fico louca,
Como pode?
Como posso?
eu viver
não
ao mesmo tempo?
 
Como posso
amar
e estar
partida
ao mesmo tempo?
 
E corro,
corro,
fujo,
de mim,
de ti, 
de nós
ao mesmo tempo...
 
Daniela Mendes, 11º C

LANÇAMENTO DO LIVRO "AJUDARIS'17"

Lançamento do livro AJUDARIS'17

 
As escolas do Agrupamento de Escolas de Arganil participaram no concurso AJUDARI'17 e muitos dos textos destes pequenos autores solidários foram selecionados para integrar o livro publicado por esta entidade, que vai se lançado no dia 30 de novembro, pelas 20.30 minutos, no Auditório da EB Nº 2 de Arganil.
 
 

"Encontros de Poesia" 

No dia 28 de março de 2017 teve lugar, na EB Nº 2 de Arganil, o 1º Encontro de Poesia, no qual os alunos leram expressivamente os poemas de sua autoria, realizados no âmbito da "Semana dos Afetos" e do concurso "Faça lá um Poema". Leia os poemas e Vote no seu favorito em: https://www.tricider.com/brainstorming/2nTb1K6o0d3 
 

A VIDA

A vida é como o céu e o mar,

Podes voar,

Flutuar,

Ou afundar.

Quando voares,

Desfruta do azul

e das nuvens.

Quando flutuares

Aproveita a corrente

Que te leva

Na boa vida.

Se afundares,

Não penses,

Não é afundar,

É uma viagem

Para descobrir,

Para explorar

O fundo do mar,

Que afinal

Também tem coisas boas.

ANA BEATRIZ -  8º B

AMIZADE
Amigos para sempre
Tem de ser de coração
Amigo verdadeiro
E como irmão
Amigos eternos,
De sonhos não vêm
Se juntos crescemos
De filmes não saem
Se na verdade
O sangue que corre não é de irmão
O sangue não importa
Se há amor no coração
Amizade como a nossa
Tem de ser em prosa
Pois a vida é um poema
E a nossa tem um tema
Se a amizade é eterna
Vivemos em liberdade
E não haverá idade
Que acabe com a nossa amizade
Amigos como tu
Já não há nenhum
Pois tenho-te como irmão
E não vivo em solidão

QUEM SOU EU

Nasci em pleno janeiro

Sou o único rapaz

Adoro tudo o que faço

E mostro do que sou capaz

Tenho colegas e amigos

Com quem me dou muito bem

São alegres e divertidos

E brincalhões também

Esta é a essência daquilo que me levou…

A sorrir, a amar e a chorar

Pelo bom amigo que não partiu, mas ficou

Que não perdeu e fez ganhar

Amigos, família…

Pessoas com quem contar

Não sei o que seria

Sem vocês para me alegrar

 

DAVID COSTA 11º B, número 4

QUEM SOU EU

Alegre e bem disposto

Eu sou o Duarte Vaz,

Os meus colegas dizem

Que eu sou um bom rapaz

Sou um pouco malandrão

Gosto pouco de estudar.

Ano após ano

Lá vou conseguindo passar.

Gosto muito de desporto

Eu sou um grande atleta,

Prefiro a natação

Mas também ando de bicicleta.

Também gosto de aprender música

E estudo no conservatório.

Toco na filarmónica

O instrumento eufónico.

DUARTE VAZ - 9º A

AMO-TE!

Tu para mim és o rapaz mais lindo que conheci.
És divertido, carinhoso e bem-disposto.
Gosto da confiança que me transmites,
Para além da alegria que irradias.
És o meu amor, és muito fofinho.
Gosto de estar contigo, por isso às vezes quero faltar.
Mas se nós quisermos, o dia é longo e não vai acabar.
Mesmo estando contigo
Não me esqueço dos amigos, que fazem parte da nossa história.
Quero-te muito bem, pois mesmo quando estás longe, estás presente no meu coração.
Imagino a minha vida sempre ao teu lado.
Tu me animas e me completas cada vez mais.
Amo-te, amo-te, amo-te.

DÁLIA CARVALHO - 11ºB

HAVIA UMA MENINA

Havia uma menina
Que estava sempre a viajar…
Sonhava com uma viagem
Onde fosse possível
Encontrar um amor sem amar;
Onde fosse possível
Receber um abraço sem abraçar;
Onde fosse possível
Encontrar um sentimento para perdurar!
Hoje, procuro essa menina.
Não a encontro…
Procuro-a em todos os cantos,
Procuro-a na mais ardente chama,
Procuro-a, incessantemente, sem me cansar.
Continuo procurando
A menina mais bonita que conheci.
Passo por um espelho…
Espera! Espera!
Acho que a encontrei!
Lá está ela…
Encontrei-a perdida no reflexo do meu olhar!

VANESSA OLIVEIRA - 12.º D

MORTE É VIDA...

Para quê evitar a dor,
Quando a dor é criada por nós?
Para quê considerar a vida e a morte
Acontecimentos que trazem emoções tão opostas?
Não se deixem enganar pelas vozes sábias que por aí andam.
A dor da morte. A dor da vida.
A felicidade da morte. A felicidade da vida.
Tudo sinónimos.
Não vamos ignorar a morte
Por causa da dor que nos causa
E focar-nos apenas na vida,
A que nos traz felicidade.
A nossa existência não é
Para ser ignorada,
Mas a nossa ausência
Também não é
Para ser esquecida.
Isso apaga-nos.
Apaga-nos do mundo,
Fisicamente.
Apaga-nos das pessoas,
Mentalmente.
Simplesmente, apaga-nos.
Apaga a realidade,
Apaga o passado
E mente ao futuro.
Mas, sinceramente, nem devia doer.
A morte não devia doer.
Vamos voltar ao início.
Tudo sinónimos.
Para quê evitar a dor,
Quando a dor é criada por nós?
Afinal,
O que seria da vida sem morte?
A morte é a manifestação da existência.
Da nossa existência, bem como
Da existência de um ciclo.
E o ciclo não é, nada mais nada menos,
Que a manifestação da vida em si.
Viver eternamente não é viver.
De facto, morrer é viver.
Portanto, vamos celebrar a vida como a vida que é
E a morte como a vida que é,
Porque morte é vida
E dor é felicidade.

MARIA BEATRIZ DIAS -  12ºA

A VIAGEM DO ZERO

Confundem-me sempre com a letra O
Mas sou um  zero e ponto final
Chamam-me muitas vezes totó
Por ser quase igual
Farto disto
Tenho um sonho secreto
Queria tornar-me um O
E fugir para o alfabeto
Rumo ao alfabeto
Eu vou
Escrever o nome Anacleto
E muitas palavras terminadas em O
Aventurei-me no mar
Com um pequeno barco
Para muito sonhar
Na palavra Marco
Adoro ditados
Onde os meus irmão estão
Quando estou lado a lado
Dou-lhes um beijão!
Quando chegar
Ao alfabeto
Muitos amigos hei de fazer
Vamos andar de par em par
Para as crianças poderem ler
Pois o zero poeta
Que agora passou a O
Encontrou uma nova família
Para não ficar só
Com este sonho concretizado
Nada melhor que festejar
Pois o novo O
Chegou para animar!

JOANA BATISTA - 7º C

SAUDADE

Saudade

Quem és?

Conheço-te?

Tens significado?

Onde Moras?

Sou tristeza, sou mágoa,

Sou amor, alegria, amizade,

Sou partida, sou chegada.

Sou lágrima que escorre

Em momentos de angústia!

Sou presença permanente

Em momentos de ausência…

Sou significado de memória.

Conheces-me?

Talvez, pois faço parte de ti!

DANIELA LOPES - 8º A

 
Saudade
Quem és?
Conheço-te?
Tens significado?
Onde Moras?
 
Sou tristeza, sou mágoa,
Sou amor, alegria, amizade,
Sou partida, sou chegada.
 
Sou lágrima que escorre
Em momentos de angústia!
Sou presença permanente
Em momentos de ausência…
Sou significado de memória.
 
Conheces-me?
Talvez, pois faço parte de ti!

PRECONCEITO

Hoje em dia,
Temos preconceito com tudo
Com o mudo,
Com o surdo,
Com o preto,
Com o branco.
Preconceito,
Atitude discriminatória
Para com crenças e raças,
Com sentimentos
E comportamentos.
Preconceito,
Quem o faz,
Fá-lo sem base de conhecimento.
Quem o sente,
Sente-o como uma faca no peito.
Preconceito,
Uma coisa que senti,
Uma coisa por que chorei,
Uma coisa que nunca entendi
Uma coisa que sempre odiei!
O preconceito devia ser algo atípico, não algo que vemos todos os dias.

EMELY DEJAILLE - 7º A

SAUDADE

Saudade … o que será?
Quem saberá?
Há quem diga que é dor,
Mas bem lá no fundo é amor,
Porque se assim não fosse
Não havia
Saudade…
Doce poema que ninguém entendeu!
É vontade de ter aquilo que se perdeu.
É o passado que ainda não passou.
Tudo isto é
SAUDADE

INÊS FERREIRA -  8ºD
QUERO AFETOS

Ser filho, aluno, irmão mais velho, ou talvez não, eis a essência daquilo que sou.
E cresci. Já não choro por chorar.
Quero mais, quero amar.
Na escola, tenho os meus colegas: amigos, parceiros e meros conhecidos.
E sorrio. Tenho tempo para todos!
Alegro-me cada dia e penso em voltar, este é o meu refúgio, por vezes até é o meu lar.
Houve momentos em que estranhei...
Tanta frieza e eu ali. Nem um consolo nem um afeto. Apenas um "olá" e um "com licença, eu estou com pressa".
Até que os dias foram passando, eu desmotivando e os professores se questionando.
Os meses sucederam-se e eu descobri a Amizade, aquele valor tão singelo e precioso que só alguns vivem na realidade.
Que bom é sentir que hoje sou o aluno, o filho, ou o irmão tão querido!
Chamarem-me pelo nome a cada encontro. Compartilhar!
Partilhar alegrias, progressos e gulodices, dividindo tristezas, frustrações e dificuldades várias. Eu descobri...
Sobrevivi, vivendo cada semana a reportar aquilo que aprendi, aqui e ali: no ATL, na biblioteca e noutros espaços convencionais.
E numa palavra, a cada hora fui dando e recebendo, de mim e de cada um dos meus colegas: dos que vão ficando a cada dificuldade e daqueles que voltam quando percebem a riqueza dos valores da afetividade e do amor incondicional.
Sei que hoje quero mais, quero amar.
Pois quando choro, saibam, quero afetos, não choro apenas, por chorar.

Texto coletivo
Docente Ana Cardoso e alunos de CEI (Rute Costa 10ºB; Dália Carvalho; David Costa 11ºB; Diogo Gomes; Ricardo Donato 11ºC; Filipe Santos12ºB)

 

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