"Ler é fixe!"

Nesta página serão publicados os textos realizados no âmbito do Clube de Leitura destinado ao 5º e 6º anos de escolaridade, que tem por objetivo principal, promover a leitura lúdica e prazerosa!

 

MEMÓRIAS

 

Ainda me lembro

de quando te vi

com o sorriso maroto

que eu nunca esqueci

 

Estavas sentado

no teu cadeirão

ao pé do teu cão

 

Disseste para mim 

"A vida é curta, aproveita e sê feliz"

depois disso desmaiaste

e foste para o hospital

 

Já só te vi na cova

e não na festa do meu quintal

triste fiquei

Mas nunca te esquecerei

Maria Carolina, Nº 12, 6º C

 

 

AFONSO

Este Afonso malandreco

é tão delgado

que dá para tocar reco-reco

 

Está muito empolgado

para fazer um poema

que irá ser divulgado

 

E qual será o tema?

será sobre animais

ou sobre decimais?

 

Aqui com tanto dilema

jã estou a enlouquecer

espero que não haja problema

já está a entardecer

 

Fui obrigada a escrever

pela professora Emília

espero que esteja bela

para apresentar à minha família

 

o poema vai ficar por aqui

pois vou-me embora daqui

para a professora não se zangar

esqueci-me da anáfora

do excerto que estou a analisar

Matilde Neves, 6º C

A RAPARIGA

O sol é uma estrela

que brilha no céu

e fiquei ali a vê-la

a iluminar o véu

 

o véu de uma rapariga

que sonhava

com a cantiga

que ela cantava

 

uma rapariga

que queria ser cantora

com a cantiga

da sua mentora

Sofia, Nº 20, 6º C

A LUA

Escrevi a palavra lua

e uma lua nasceu

Como uma lua costuma ser

reluzente e brilhante

comecei a cantar para ela

lua, ó minha lua

e lembrei dos meus sonhos de menina

mas quando a vi ir, comecei a chorar

e meus sonhos de menina não voltei a lembrar

e não voltei a cantar

meus sonhos estragados

e não parei de chorar

Beatriz Lopes, Nº 3, 6º C

 

 

A banana e a gelatina

 

Andava, andava a banana

até que bateu à porta

e entrou na horta

e de seguida levou com uma bolota.

 

A bolota parecia uma bota

E apareceu a gelatina

Que tremia, tremia

Enquanto comia quando ia para a academia.

 

Corria, corria

No bairro da Pia

E apareceu a tia

que tinha ideias de utopia.

 

E finalmente

Para acabar com alegria

terminamos a poesia.

Duarte Ribeiro, Matilde Vaz e Ivan Maltsev - 6A.

   As Minhas Cabrinhas Anãs

            

    No ano de 2018, uns amigos dos meus pais deram-me um casal de cabrinhas anãs.

    Ao princípio, achámos que não ia correr bem, pois apesar de termos a quinta vedada, nunca se sabe, pois são cabras ... mas para nossa felicidade, estas aceitaram bem a mudança e depressa fizeram de nós seus amigos.

    Elas vieram no princípio do ano, passaram o verão todo aqui pelo nosso pomar. Roeram algumas árvores que tínhamos plantado, depois aprenderam a saltar a vedação e roeram algumas videiras e tudo o que encontravam.

    Em janeiro, a minha mãe começou a dizer que a Chica (cabra mãe) estava prenha e à medida que o tempo passava, menos dúvidas havia.

    Todos os dias íamos vê-las, na esperança que houvesse bebés . Num Sábado cheio de sol, pareceu à minha mãe ouvir um som estranho e quando olhou para o lado, lá estava a primeira cria, que se chama Alice, deitada em cima de umas telhas. A mãe estava a parir a segunda cria, que se veio a chamar Junior, na porta da loja.

    Mas a minha mãe achou que alguma coisa não estava bem, pois a primeira cria já estava limpa e esperta e a segunda, a mãe não lhe tocava. Chamámos o meu pai e ele foi da opinião de os deixar aos três sossegados na loja deles. Tapámos todos os lados, para que não se assustassem com os cães .

    No domingo, fomos ver como as coisas estavam a correr. A primeira cria, que era a Alice, estava a mamar bem, mas o Júnior não estava a mamar, porque a mãe não deixava, também se afastava dele, deixando-o com frio . Então o meu pai tirou leite à chica mãe, enrolámos o Júnior numa manta e demos-lhe o leite pelo biberão, que ainda era o meu, onde eu tinha mamado o leite em pequeno.

    O Júnior dormia numa caixa, enrolado numa manta à frente da lareira. Ele assim que via o biberão, mamava e deitava-se para dormir, e isto ainda durou para aí uma semana. Quando havia sol. trazia-o para fora, para andar com a irmã, mas a mãe não lhe ligava.

    Temos quatro cadelas e um cão e todos eles o acarinhavam com muita ternura. Lambiam-no, deitavam-se com ele e guardavam-no. Enfim, lindo de se ver! É na rua que uma das cadelas nunca deixa o Júnior. Deita-se com ele, abraça-o, sempre a dar lambidelas.

    Quando vinha para casa, a cadela deitava-se no sofá e nós púnhamos o Júnior ao pé dela. É então que se dá algo de que não estávamos á espera: a cadela adota o cabrito (Júnior) e este gosta e a forma como o demonstra é realmente lindo! Eles abraçavam-se e passavam tardes assim.Um dia, a minha mãe foi dar com a cadela toda aberta no sofá e o Júnior a mamar. A minha mãe até disse:                                                                     

     - Isto está fora de controlo!

    A cadela não tinha leite para o alimentar...

    Havia dias que a cadela agarrava muito no cabrito, e achámos por bem ela vir para a rua, mas não resultou, o Júnior deixou de beber o leite e ia cada vez ficando mais fraco. À noite, deixava-o embrulhado numa manta dentro de uma caixa à frente da lareira, mas num dia de manhã, estava morto. Nos dias seguintes, já deixámos a cadela entrar em casa e ela durante muito tempo procurava-o pela casa toda. Metia dó...   

      

 

 

Afonso Machado, 6º B

 

A VIAGEM DE CHIHIRO

  

Da autoria de Hayao Miyazaki , um filme espetacular produzido pela Studio Ghibli, vencedor do Óscar de Melhor Animação de 2002, do Urso de Ouro no Festival de Berlim de 2002 e de muitos outros grandes prémios.

Os alunos do 6º B  visualizaram o filme e desenharam as cenas de que mais gostaram.

 
Francisco
Daniela
Jéssica
Rafaela
Samuel
Tomás
 
 
 
 

  O Melro Branco

 
 
(Reconto da história do Livro   Contos e Lendas de Portugal e do Mundo de João Pedro Mésseder e Isabel Ramalhete
 
 

    Era uma vez um rei que era muito velho e tinha três filhos. Os mais velhos eram maus brutais até mas o mais novo era bondoso e simples de espírito. Um dia o rei chamou os três e disse:

    - Garantiram-me que a cinquenta léguas daqui, há um animal que tem o poder de rejuvenescer aquele que o possuir , esse é o melro branco.

    Então, o filho mais velho foi buscar o melro. Quando chegou á cidade, descobriu que a mesma era governada por um rei por quem foi muito bem tratado, mas raptou o príncipe e não o deixou regressar. O pai, sem notícias ordenou ao seu filho do meio que fosse buscar o melro. Deu-lhe ouro, armas e um bom cavalo, mas aconteceu-lhe o mesmo que ao irmão mais velho. O pai entrou em desespero e então o filho mais novo disse:

    - Meu pai eu poderei ir , se eu não voltar daqui a três meses, então necessito de ajuda. Não preciso de armas nem de um bom cavalo apenas de algum dinheiro.

    Então o filho mais novo partiu e ao entrar numa floresta, ouviu um grito de um animal e achou logo que seria uma aventura. Afinal era uma raposa que estava presa e que lhe disse , depois de ele a libertar:

    - Meu jovem salvaste-me a vida, por isso, quando precisares de ajuda é só dizeres: “raposa, raposa, salta montes e vales, preciso do teu socorro” e eu logo virei ajudar-te.

    O jovem chegou á cidade do rei que tinha o melro e pediu-lhe para rejuvenescer o seu pai e foi isso que o rei fez entregou-lhe o melro. O príncipe, montado no melro, disfarçou-se e conseguiu entrar no castelo e salvar os irmãos, mas estes apoderaram-se do melro e empurraram-no para uma mina. Foi então que o príncipe se lembrou de chamar a raposa que o salvou e depois foi para o castelo de seu pai.

    O melro pediu ao pai que mandasse os irmãos que o capturaram para dentro de uma mina escura, sem comer e foi assim que os irmãos maus foram para essa mina. O príncipe subiu para o melro e recebeu uma coroa e o melro rejuvenesceu o rei.

 

Reconto realizado por Erica Duarte      Turma: 5º B

 

 

(Reconto do livro) Astérix nos jogos olimpicos

     Os romanos estavam a treinar os seus atletas para os jogos olímpicos e por azar, encontraram-se com  dois Gaulezes , que estavam a caçar javalis e um deles, chamado Obélix ,foi a correr apanhá-lo e perguntou-lhe porque estava assim com tanta pressa, mas o outro, chamado Astérix,  foi a correr dizer a Obélix para o deixar em paz .

    Todos pararam e os dois Gaulezes também pararam e continuaram o seu caminho, mas um atleta romano pegou num galho e atirou-o contra os Gauleses. Obélix , como caiu num caldeirão de poção magica quando era pequeno e ficou com uma força sobrehumana, conseguiu pegar numa árvore e atirá-la contra o romano . Começaram à luta e o Obélix ganhou-lhe.

Quando os habitantes da aldeia Gauleza chegaram a Atenas, a capital da Grecia , o Astérix inscreveu-se nos jogos Olimpicos, mas pouco tempo depois os Romanos descobriram que Astérix tinha uma poção magica em frascos …

Começou a prova e Astérix estava em 1º lugar, quando os adversários lhe passaram em linha e terminaram à frente de dele .

Astérix fez-lhes caretas , metendo a língua de fora e os seus adversários fizeram o mesmo. Então Panomarix viu que eles tinham a lingua azul, portanto ,tinham bebido da poção magica. Como os Romanos fizeram batota, Astérix ganhou, mas deu o louro de ouro aos romanos , para Júlio César não se zangar.

Turma 5º B

Palavras por Palavras

As palavras magoam

Mas também me fazem sorrir

E aconchegam-me

Quando estou a dormir

 

Pode ficar para o resto da vida

A dor no coração

Mas também não é tudo mau

Pois, as palavras servem de inspiração

 

Podem ser intituladas

Classe e subclasse

E terão sempre significado

Mesmo se me calasse

 

As palavras que eu escrevo

Também transmitem sensações

Alegria e tristeza

Que aquecem os corações!

 

Joana Gomes, n.º 9, 6.ºA_Côja