Lançamento do livro AJUDARIS'17

 
As escolas do Agrupamento de Escolas de Arganil participaram no concurso AJUDARI'17 e muitos dos textos destes pequenos autores solidários foram selecionados para integrar o livro publicado por esta entidade, que vai se lançado no dia 30 de novembro, pelas 20.30 minutos, no Auditório da Carâmica Arganilense.

"Encontros de Poesia" 

No dia 28 de março teve lugar, na EB Nº 2 de Arganil, o 1º Encontro de Poesia, no qual os alunos leram expressivamente os poemas de sua autoria, realizados no âmbito da "Semana dos Afetos" e do concurso "Faça lá um Poema". Leia os poemas e Vote no seu favorito em: http://www.tricider.com/brainstorming/2nTb1K6o0d3  
 

A VIDA

A vida é como o céu e o mar,

Podes voar,

Flutuar,

Ou afundar.

Quando voares,

Desfruta do azul

e das nuvens.

Quando flutuares

Aproveita a corrente

Que te leva

Na boa vida.

Se afundares,

Não penses,

Não é afundar,

É uma viagem

Para descobrir,

Para explorar

O fundo do mar,

Que afinal

Também tem coisas boas.

ANA BEATRIZ -  8º B

AMIZADE
Amigos para sempre
Tem de ser de coração
Amigo verdadeiro
E como irmão
Amigos eternos,
De sonhos não vêm
Se juntos crescemos
De filmes não saem
Se na verdade
O sangue que corre não é de irmão
O sangue não importa
Se há amor no coração
Amizade como a nossa
Tem de ser em prosa
Pois a vida é um poema
E a nossa tem um tema
Se a amizade é eterna
Vivemos em liberdade
E não haverá idade
Que acabe com a nossa amizade
Amigos como tu
Já não há nenhum
Pois tenho-te como irmão
E não vivo em solidão

QUEM SOU EU

Nasci em pleno janeiro

Sou o único rapaz

Adoro tudo o que faço

E mostro do que sou capaz

Tenho colegas e amigos

Com quem me dou muito bem

São alegres e divertidos

E brincalhões também

Esta é a essência daquilo que me levou…

A sorrir, a amar e a chorar

Pelo bom amigo que não partiu, mas ficou

Que não perdeu e fez ganhar

Amigos, família…

Pessoas com quem contar

Não sei o que seria

Sem vocês para me alegrar

 

DAVID COSTA 11º B, número 4

QUEM SOU EU

Alegre e bem disposto

Eu sou o Duarte Vaz,

Os meus colegas dizem

Que eu sou um bom rapaz

Sou um pouco malandrão

Gosto pouco de estudar.

Ano após ano

Lá vou conseguindo passar.

Gosto muito de desporto

Eu sou um grande atleta,

Prefiro a natação

Mas também ando de bicicleta.

Também gosto de aprender música

E estudo no conservatório.

Toco na filarmónica

O instrumento eufónico.

DUARTE VAZ - 9º A

AMO-TE!

Tu para mim és o rapaz mais lindo que conheci.
És divertido, carinhoso e bem-disposto.
Gosto da confiança que me transmites,
Para além da alegria que irradias.
És o meu amor, és muito fofinho.
Gosto de estar contigo, por isso às vezes quero faltar.
Mas se nós quisermos, o dia é longo e não vai acabar.
Mesmo estando contigo
Não me esqueço dos amigos, que fazem parte da nossa história.
Quero-te muito bem, pois mesmo quando estás longe, estás presente no meu coração.
Imagino a minha vida sempre ao teu lado.
Tu me animas e me completas cada vez mais.
Amo-te, amo-te, amo-te.
DÁLIA CARVALHO - 11ºB

HAVIA UMA MENINA

Havia uma menina
Que estava sempre a viajar…
Sonhava com uma viagem
Onde fosse possível
Encontrar um amor sem amar;
Onde fosse possível
Receber um abraço sem abraçar;
Onde fosse possível
Encontrar um sentimento para perdurar!
Hoje, procuro essa menina.
Não a encontro…
Procuro-a em todos os cantos,
Procuro-a na mais ardente chama,
Procuro-a, incessantemente, sem me cansar.
Continuo procurando
A menina mais bonita que conheci.
Passo por um espelho…
Espera! Espera!
Acho que a encontrei!
Lá está ela…
Encontrei-a perdida no reflexo do meu olhar!
VANESSA OLIVEIRA - 12.º D

MORTE É VIDA...

Para quê evitar a dor,
Quando a dor é criada por nós?
Para quê considerar a vida e a morte
Acontecimentos que trazem emoções tão opostas?
Não se deixem enganar pelas vozes sábias que por aí andam.
A dor da morte. A dor da vida.
A felicidade da morte. A felicidade da vida.
Tudo sinónimos.
Não vamos ignorar a morte
Por causa da dor que nos causa
E focar-nos apenas na vida,
A que nos traz felicidade.
A nossa existência não é
Para ser ignorada,
Mas a nossa ausência
Também não é
Para ser esquecida.
Isso apaga-nos.
Apaga-nos do mundo,
Fisicamente.
Apaga-nos das pessoas,
Mentalmente.
Simplesmente, apaga-nos.
Apaga a realidade,
Apaga o passado
E mente ao futuro.
Mas, sinceramente, nem devia doer.
A morte não devia doer.
Vamos voltar ao início.
Tudo sinónimos.
Para quê evitar a dor,
Quando a dor é criada por nós?
Afinal,
O que seria da vida sem morte?
A morte é a manifestação da existência.
Da nossa existência, bem como
Da existência de um ciclo.
E o ciclo não é, nada mais nada menos,
Que a manifestação da vida em si.
Viver eternamente não é viver.
De facto, morrer é viver.
Portanto, vamos celebrar a vida como a vida que é
E a morte como a vida que é,
Porque morte é vida
E dor é felicidade.
MARIA BEATRIZ DIAS -  12ºA

A VIAGEM DO ZERO

Confundem-me sempre com a letra O
Mas sou um  zero e ponto final
Chamam-me muitas vezes totó
Por ser quase igual
Farto disto
Tenho um sonho secreto
Queria tornar-me um O
E fugir para o alfabeto
Rumo ao alfabeto
Eu vou
Escrever o nome Anacleto
E muitas palavras terminadas em O
Aventurei-me no mar
Com um pequeno barco
Para muito sonhar
Na palavra Marco
Adoro ditados
Onde os meus irmão estão
Quando estou lado a lado
Dou-lhes um beijão!
Quando chegar
Ao alfabeto
Muitos amigos hei de fazer
Vamos andar de par em par
Para as crianças poderem ler
Pois o zero poeta
Que agora passou a O
Encontrou uma nova família
Para não ficar só
Com este sonho concretizado
Nada melhor que festejar
Pois o novo O
Chegou para animar!

JOANA BATISTA - 7º C

SAUDADE

Saudade

Quem és?

Conheço-te?

Tens significado?

Onde Moras?

Sou tristeza, sou mágoa,

Sou amor, alegria, amizade,

Sou partida, sou chegada.

Sou lágrima que escorre

Em momentos de angústia!

Sou presença permanente

Em momentos de ausência…

Sou significado de memória.

Conheces-me?

Talvez, pois faço parte de ti!

DANIELA LOPES - 8º A

 
Saudade
Quem és?
Conheço-te?
Tens significado?
Onde Moras?
 
Sou tristeza, sou mágoa,
Sou amor, alegria, amizade,
Sou partida, sou chegada.
 
Sou lágrima que escorre
Em momentos de angústia!
Sou presença permanente
Em momentos de ausência…
Sou significado de memória.
 
Conheces-me?
Talvez, pois faço parte de ti!

PRECONCEITO

Hoje em dia,
Temos preconceito com tudo
Com o mudo,
Com o surdo,
Com o preto,
Com o branco.
Preconceito,
Atitude discriminatória
Para com crenças e raças,
Com sentimentos
E comportamentos.
Preconceito,
Quem o faz,
Fá-lo sem base de conhecimento.
Quem o sente,
Sente-o como uma faca no peito.
Preconceito,
Uma coisa que senti,
Uma coisa por que chorei,
Uma coisa que nunca entendi
Uma coisa que sempre odiei!
O preconceito devia ser algo atípico, não algo que vemos todos os dias.

EMELY DEJAILLE - 7º A

SAUDADE

Saudade … o que será?
Quem saberá?
Há quem diga que é dor,
Mas bem lá no fundo é amor,
Porque se assim não fosse
Não havia
Saudade…
Doce poema que ninguém entendeu!
É vontade de ter aquilo que se perdeu.
É o passado que ainda não passou.
Tudo isto é
SAUDADE

INÊS FERREIRA -  8ºD
QUERO AFETOS

Ser filho, aluno, irmão mais velho, ou talvez não, eis a essência daquilo que sou.
E cresci. Já não choro por chorar.
Quero mais, quero amar.
Na escola, tenho os meus colegas: amigos, parceiros e meros conhecidos.
E sorrio. Tenho tempo para todos!
Alegro-me cada dia e penso em voltar, este é o meu refúgio, por vezes até é o meu lar.
Houve momentos em que estranhei...
Tanta frieza e eu ali. Nem um consolo nem um afeto. Apenas um "olá" e um "com licença, eu estou com pressa".
Até que os dias foram passando, eu desmotivando e os professores se questionando.
Os meses sucederam-se e eu descobri a Amizade, aquele valor tão singelo e precioso que só alguns vivem na realidade.
Que bom é sentir que hoje sou o aluno, o filho, ou o irmão tão querido!
Chamarem-me pelo nome a cada encontro. Compartilhar!
Partilhar alegrias, progressos e gulodices, dividindo tristezas, frustrações e dificuldades várias. Eu descobri...
Sobrevivi, vivendo cada semana a reportar aquilo que aprendi, aqui e ali: no ATL, na biblioteca e noutros espaços convencionais.
E numa palavra, a cada hora fui dando e recebendo, de mim e de cada um dos meus colegas: dos que vão ficando a cada dificuldade e daqueles que voltam quando percebem a riqueza dos valores da afetividade e do amor incondicional.
Sei que hoje quero mais, quero amar.
Pois quando choro, saibam, quero afetos, não choro apenas, por chorar.

Texto coletivo
Docente Ana Cardoso e alunos de CEI (Rute Costa 10ºB; Dália Carvalho; David Costa 11ºB; Diogo Gomes; Ricardo Donato 11ºC; Filipe Santos12ºB)