TEXTOS DO 7º A DE CÔJA

TEMA II - TEXTO POÉTICO

As Palavras

 

As palavras são como animais

Tanto mordem como dão carinho

Quando mordem provocam

Dor e tristeza

Mas quando dão carinho

Suscitam alegria, amor

Harmonia e amizade

As palavras são como pérolas

Brilham quando damos

Uma palavra de ajuda

Para alegrar quem está triste

Mas também podem ser um punhal

Que nos mata

Por dentro e que ás vezes

Nos apunhalam pelas costas.

Cuidar as palavras

É o mínimo que podemos fazer

Para não magoar

Quem a nossa amizade quer guardar

 

Mariana Gonçalves 7ºA Nº13

 

As palavras

 

As palavras são como os humanos

Expressam sentimentos e emoções

Podem magoar, mas também alegrar

Podem matar e salvar

Podem afastar e aproximar

Podem odiar e amar

Podem violentar e abraçar

E ajudam-nos a sonhar…

Lara, 7º A

 

As Palavras

Algumas de inveja

 Outras de amargura

Mas há sempre as melhores

Como amor e ternura.

 

Algumas são insignificantes

Outras picantes

Mas  estas acabam sempre

Por ser super irritantes.

 

Hugo Gaspar, nº8, 7ºA

 

As palavras

 

As palavras

Podem magoar

Podem alegrar

E podem trazer tristeza

 

As palavras

São delicadas

E temos que

Ter cuidado com elas

 

As palavras

Como as pessoas

Uma vez gostamos delas

Outra vez odiamo-las.

 

 David Carvalho, nº2, 7ºA

 

As palavras

São como pássaros,

que voam livres,

e sem destino.

Algumas são duras,

Outras, vidro cristalino.

 

Chegam pela manhã,

cheias de sol e calor,

deitam-se á noite,

cansadas e frias,

carentes de amor.

Diogo Santos, Nº 4

 

As palavras 

 

Podem alegrar

Como podem entristecer 

Também podem aleijar

Ou ajudar a esquecer 

 

Diogo Pinheiro, nº5, 7ºA 


Amizade

A amizade é o amor sem cobrança

os verdadeiros amigos nos ajudam

e nos dão esperança.

 

Na vida precisamos de amigos

porque a vida sem amigos é uma solidão

precisamos de amigos para animar o nosso coração.

 

David Quaresma

 

 A amizade

 

A amizade é uma

Coisa que sentimos

Pelos nossos Amigos.

 

A amizade é um

 Sentimento

Que se pode perder

Ou guardar para sempre.

 

A amizade pode ser

Mais que um simples sentimento

Pode mais profunda

E tornar-se  num lindo Amor.

 

David Carvalho, nº2, 7ºA

 

A amizade

A amizade é verdadeira

Desde que a pessoa

Seja companheira

Não importando se é pedreira

Ou cozinheira.

 

A amizade é boa

E vai até Lisboa

Pois parece uma

Gaivota que voa.

 

Hugo Gaspar, nº8, 7ºA

 

A Amizade

A Amizade é sagrada

É uma qualidade que se faz rara

Não devemos desprezá-la

 

A Amizade é um coração que se abre

E nunca se fecha

É um sentimento eterno,

Um tesouro que devemos proteger.

 

A Amizade é uma flor que se oferece

Devemos acarinhá-la e conservá-la.

 

A Amizade é mais do que uma palavra de sete letras

É um sentimento precioso

Que define cumplicidade, sinceridade, fidelidade.

Joana Moura, nº9, 7ºA

 

A amizade

A amizade é respeitar, amar, perdoar. É levantar um amigo quando cai no chão, não é pisá-lo ainda mais. A amizade é muito bonita, ela sente-se, não se descreve. Se toda a gente no mundo sentisse a amizade, este seria muito melhor. Não haveria violência, não seriam precisas forças de intervenção,

não haveria tiroteios não havia favelas, nem mortes ligadas ao terrorismo. A vida seria muito melhor!
 

Cláudio Cardoso, nº1, 7ºA

 
 

 

TEMA 1 - TEXTO LIVRE 

Um salvamento “em cheio”

 

     Nos dias 15 e 16 de outubro, ocorreu um incêndio horrível no concelho de Arganil, atingindo as zonas de Côja, Esculca, Tisão, Casal de S. João, Anceriz e Vila Cova. Este incêndio fustigou, também, muitas outras zonas do nosso país.

    Quando o fogo chegou a Tisão, terra dos meus avós, eu e a minha mãe fomos ajudá-los a salvar a sua casa e a sua quinta, onde tinham 9 cabras.

    Enquanto os meus avós ficaram a tentar defender a casa das chamas, eu e a minha mãe fomos socorrer as cabras. Tirámo-las uma a uma e, quando as contámos, verificámos que faltava uma, a mais pequenina, que tinha nascido há cerca de duas semanas.

    Rapidamente, voltei a entrar no curral, que se estava a desmoronar cedendo à violência das chamas. As chamas uivavam e bailavam de um lado para o outro como se quisessem mostrar o seu poder e escarnecer da impotência dos humanos face a esse flagelo.

    Encolhida num canto, lá estava uma cabrita castanha e branca, muito assustada e indefesa. Enchi-me de coragem, saltei por cima das labaredas, atravessei o curral, peguei no animal e salvei-o. Foi muito emocionante!

    Quando regressei à casa da minha avó, fiquei muito contente ao ver que estava tudo são e salvo, particularmente os meus avós. Ficámos todos felizes, pois, unidos e em família, conseguimos salvar os bens!

Mariana Gonçalves, n.º 14, 7.ºA_Côja 

 

Passagem secreta

 

    Um dia, eu e os meus amigos fomos mergulhar. A Ambar não foi. Nesse dia, fomos ter ao ponto de encontro, à casa dos mergulhadores, equipámo-nos e apanhámos os barcos que nos levaram para longe da costa. Dividimo-nos em dois grupos: eu e Setuarte fomos para o sítio mais fundo, onde não se via nada. Acendemos as luzes do nosso equipamento e vimos peixes esquisitos, todos eles muito alegres e a dançar uma música muito estranha. Depois, vimos um ponto muito brilhante. Aproximámo-nos, quando fomos sugados por um vórtice. A violência da água era tanta que acabámos por desmaiar.

    Acordámos num sítio estranho, bizarro, onde havia gatos com cara de humanos, monstros assustadores e pássaros com corpos de animais aquáticos. Eu estava perdida, o Setuarte não estava ao pé de mim. Perguntei aos monstros que lugar era aquele. Eles grunhiram e levaram-me para junto do rei. Aí vi o Setuarte, sentado num trono com uma coroa na cabeça.

    Setuarte contou-me que os monstros, quando o viram cair do alto, pensaram que era um Deus e resolveram coroá-lo. Ali, ele era muito bem tratado, mas queria ver os seus pais.

    De repente, houve uma tempestade, as águas ficaram muito agitadas e turbulentas, formou-se uma duna enorme de areia que me transportou, a mim e ao meu amigo, até à superfície do mar.

Quando vimos os nossos amigos, contámos-lhes a nossa aventura, mas eles não acreditaram.

Ainda hoje penso no que aconteceu, pois foi uma aventura extraordinária.    

Joana Moura, 7.º A_Côja 

 

Um Natal

    Era uma vez um menino, órfão, que vivia muito triste. Morava sozinho e durante todos os Invernos, frios e rigorosos, do centro de Portugal, via outras crianças com as suas famílias, ao calor da lareira.

    Ainda se lembrava como era o Natal, antes dos seus pais morrerem.

    Lembrava-se das luzes que pareciam estrelas. Lembrava-se das lindas e perfeitas bolas que pareciam planetas. Lembrava-se, também, de ter a família reunida e dos apetitosos pratos que a sua mãe preparava.

    Agora, passava o Natal descalço sobre a geada. Um Natal sem luzes, sem bolas, sem presentes e, acima de tudo, sem família.

    Era a antevéspera do Natal e, a vila onde vivia estava muito bonita: toda enfeitada com as clássicas luzes de Natal, com as bolas, com um cheiro a comida que fazia “crescer água na boca”. E, acima de tudo, com muitas famílias que passeavam na rua, que cantavam e que desejavam um feliz Natal a toda a gente.

    O menino ficou tão emocionado com tudo isto que, quando ia para dormir, rezou a Deus por todas as pessoas do mundo. Nesse momento, surgiram os seus pais. Ele pensou que fosse tudo um sonho, mas não era.

    Assim, ele e os seus pais foram para casa. Começaram os preparativos: enfeitaram a casa, prepararam iguarias deliciosas e convidaram a família e os amigos. Foi uma noite linda e inesquecível...

O menino estava feliz… Finalmente, tinha-se livrado, para sempre, de estar só, de andar descalço ao frio e de se sentir triste e abandonado.         

Guilherme Correia, n.º 7 – 7.ºA_Côja