SUGESTÕES DE LEITURA

Deixamos aqui algumas sugestões, pequenos "iscos" para mordiscar, pequenas frases para ilustrar, depoimentos para conquistar...
Podes ler, na BIBLIOTECA ESCOLAR.

A SOMBRA DO VENTO

Um livro que nos surpreende a cada recanto, cheio de coisas boas, recheado de prazer. Muito mais do que uma história, são várias histórias entrelaçadas, uma trança linda! Depois, temos frases perfeitas, onde as palavras dizem exatamente o que querem dizer:

"Os presentes dão-se por prazer de quem oferece, não por mérito de quem recebe."

"Um segredo vale o que valem aqueles de quem temos de guardá-lo."

"Cada vez que um livro muda de mãos, cada vez que alguém desliza o olhar pelas suas páginas, o seu espírito cresce e torna-se mais forte."                                                                                                       

O AMANTE JAPONÊS

Trata-se de uma autora poderosa! A sua escrita comove, maravilha, emociona! 

A Malásia e as suas gentes, especialmente as mulheres, os usos, costumes e tradições, as paisagens, descritas em pormenor e depois uma história excecional! E se te fosses apaixonar precisamente pelo teu pior inimigo? E se aquele que te quer destruir e escravizar, a ti, à tua família, ao teu povo e à tua pátria, fosse o alvo da tua maior paixão?

Paixão e drama, numa história comovente.

 

A JANGADA DE PEDRA

Imaginem que…a Península Ibérica se “solta” e vai à deriva pelo Oceano Atlântico!

É esta a proposta que nos faz José Saramago, na Jangada de Pedra. Trata-se de uma efabulação, a história que nos vai ser contada e isso fica logo bem claro, no início do texto. A “varinha mágica” de Joana Carda vai fazer o milagre de pôr cães afónicos a ladrar; a pedra atirada por Joaquim Sassa vai provocar uma onda gigante; o levantar da cadeira e bater de pés de Pedro Orce vai provocar um tremor de terra; o movimento de José Anaiço vai atrair um bando de estorninhos e o desfiar da meia velha encontrada no sótão por Maria Guavaira, vai fazer crescer um monte de fio, sem que a meia diminua de tamanho. São pequenos milagres, alusões a outras histórias, que vão gerar um milagre maior. 

"Lembrem-se do vexame que é ir uma pessoa ao mapa ver se está lá o lugar onde veio ao mundo e encontrar um espaço em branco, vazio (...) vê lá se se esqueceram de lá pôr a terra deles(...)"

"Médor, [o cão] escortaçado e mal cosido, foi entregue à chorosa dona, como um remorso vivo, que é o que são os remorsos mesmo depois de mortos.”

“Dificílimo acto é o de escrever, responsabilidade das maiores, basta pensar no extenuante trabalho que será dispor por ordem temporal os acontecimentos, primeiro este, depois aquele, (…) mas, por muito que se esforcem os autores, uma habilidade não podem cometer, pôr por escrito, no mesmo tempo, dois casos no mesmo tempo acontecidos.” 

O milagre da escrita, exposto pelo nosso Nobel!