TEXTOS DO 7º C

19/11/2017

INCÊNDIOS

    Era uma segunda-feira, dia 16 de outubro, tinha eu acordado com alguém a tocar à minha campainha. Vim cá fora e não vi ninguém, mas cheirava-me muito a fumo. Fui à varanda para chamar a minha mãe, pois não a estava a encontrar. Mal olho para trás, vejo muitas chamas, mas ainda afastadas de minha casa. Consegui os pinheiros a estalar e a arder. Como não encontrei a minha mãe, pensei ir ter a casa dos meus avós, pois era um terror olhar para as chamas. Quando lá cheguei, encontrei a minha tia e perguntei-lhe pela minha mãe. Ela respondeu-me que estava para o fogo.

    Passado um bocado, encontrei o meu irmão e o meu tio, com um colega dele. O meu irmão aconselhou-me a ir para casa, pois lá, estaria mais seguro, mas eu continuei ao pé dele e de repente, apareceu a minha mãe. Voltámos ambos para casa. Eu tinha ido vestir uma roupa velha, para ajudar a minha família a combater o incêndio.

    Concluindo, a minha família e o povo do Maladão andaram o dia inteiro a combater o incêndio, até que o conseguiram apagar e assim, conseguimos dormir todos tranquilos.

Afonso Martins Batista Castanheira

7º C Nº 1                                                                      

 

OS INCÊNDIOS DE 15 E 16 DE OUTUBRO

    Nos dias 15 e 16 de outubro decorreram, na zona de Arganil, vários incêndios. A sirene dos bombeiros tocou, estava eu a almoçar com a minha mãe e vim logo a correr à rua, ver o que se passava. Viam-se chamas na serra, a lavrar cada vez mais rápido.

    Na noite de domingo para segunda-feira veio uma senhora dizer que o fogo ia chegar ao Vale da Nogueira, que é a terra do meu pai. A minha mãe foi logo ver o que se passava, felizmente não havia nada, mas pensámos que lá ia chegar. Estávamos todos com tanques e bilhas de água no largo, para que, se lá chegasse, o tentarmos apagar.

    O fogo virou para o lado da Sarcina. Foi uma vez um carro de bombeiros abastecer os tanques de água, mas daí em diante, nunca mais se viu um único carro de bombeiros. Os populares andavam a apagar o fogo e ouviam-se as chamas a queimar e a estalar. Quando o fogo estava quase apagado, começou a chover torrencialmente, o que foi uma boa ajuda.

    No dia seguinte, depois de tudo apagado, fui a Coimbra levar a minha irmã. Na estrada IC 6 estava tudo queimado e ainda se viam pequenos focos de incêndio. Foram dois dias péssimos, espero que não se voltem a repetir.

Duarte Miguel Henriques Fernandes

7º C Nº 6

 

INCÊNDIOS

    Num dos fins-de-semana de outubro de 2017 aconteceu uma tragédia que jamais será esquecida em Portugal, que foi os incêndios no concelho de Arganil, distrito de Coimbra. Eu, felizmente, não sofri consequências, nem vivi a experiência de ter a casa em perigo de arder, mas tenho colegas que contaram na sala de aula que alguns dos seus pertences arderam, que a casa deles esteve em perigo e um colega contou que a sua casa tinha ardido, mas que não se tinham magoado, nem sofreram problemas respiratórios com o fumo do fogo.

    Os incêndios são uma grande tragédia, em que ardem casas e pessoas e outras ficam gravemente feridas. Os bombeiros fazem tudo o que podem para apagar o incêndio e se pensarmos bem, eles sacrificam-se, para salvar casas e pessoas que nem sequer conhecem.

    Em suma, a partir de agora há que reflectir sobre o que cada um de nós tem de fazer para evitar este tipo de acontecimentos e também o que podemos fazer para ajudar quem foi atingido por esta tragédia.

Duarte Rafael Gaspar Neves

7º C Nº 7

 

O PIOR DIA DO ANO

    No dia 15 de outubro de 2017, domingo de madrugada, começaram vários incêndios em Portugal, foi terrível, porque a zona de Arganil também foi incendiada e algumas aldeias sofreram muito. Nesse dia de manhã acordei por volta das nove horas, saí à rua e vi um bocado de fumo de incêndio, mas como parecia estar muito longe, não dei importância. Passadas umas horas liguei a televisão para ver um filme, mas como faltava algum tempo para começar e não havia outro filme de que eu gostasse, fui ver as notícias. Estavam a falar sobre o incêndio da Lousã e o de Leiria. Fui à rua e vi outro incêndio para o lado de Côja. Decidi ir ao site fogos.pt e aí vi que não havia apenas dois incêndios, mas sim muitos mais e um deles era numa aldeia de Côja, chamada Esculca, onde estavam a minha irmã e a minha sobrinha. Telefonámos-lhes e soubemos que estavam encurraladas na aldeia, com outros habitantes e alguns polícias. Então, aí, começou a preocupação! Eu e a minha mãe fomos de carro até Côja e estavam lá muitos bombeiros e algumas pessoas que tinham conseguido evacuar da aldeia. Por volta das 17 horas conseguiram evacuar todos os habitantes, menos quatro que se recusaram a deixar as suas casas. Então, já de noite, conseguimos regressar todos para minha casa que fica nas Secarias. Às 23.00 saí para a varanda e vi o fogo…deitei-me na cama e com muita preocupação, acabei por adormecer.

    De manhã acordei, saí à varanda e cheirava muito a fumo. Então entrei e fechei a janela. Fui para a escola, mas estava muita gente no portão. Entrei e perguntei à Marisa e ao Rodrigo o que se passava e eles disseram que a escola ia fechar devido aos incêndios. Então fui-me embora e passei o resto do dia a ler livros.

Fátima S. Oliveira Gonçalves

7º C Nº 8

INCÊNDIOS

    Nos dias 15 e 16 de outubro, houve um grande incêndio, que afetou milhares de pessoas. Começando no dia 15, em que eu e a minha mãe fomos a Coimbra levar a minha irmã à faculdade. A caminho de Coimbra, em S. Pedro, vimos um enorme incêndio, mas não achámos muito grave. Ficámos preocupados com as habitações e também com a floresta. Fomos andando, cada vez mais depressa, até que chegámos a casa da minha irmã. Foi só deixá-la e às coisas dela e irmos embora.

    No caminho de regresso a casa, vimos um clarão enorme: era o fogo a aproximar-se. A minha mãe começou a entrar em pânico, porque os carros estavam todos a tentar andar, mas não conseguiam, porque não nos deixavam passar, a estrada tinha sido cortada, devido ao fogo. Tivemos de voltar para trás e fomos para um sítio aberto, onde se realiza a Feira do Espinheiro e ficámos lá a noite, sem perigo.

    Ao outro dia vimos que os carros passavam e não voltavam para trás e então decidimos arriscar. No caminho, vimos uma destruição enorme: árvores destruídas, camiões a arder, uma desgraça, que uns simples homens provocaram. Chegámos à rotunda da Moita e não conseguimos passar, devido ao fogo na minha aldeia, então a minha mãe teve a ideia de ir por Mouronho e lá fomos. Conseguimos passar e chegámos a casa. Era um cheiro a queimado, só cinzas no chão! Fomos ajudar a tirar os habitantes de casa e também a apagar o fogo, até à noite. Só fui para a cama descansado quando começou a chover.

Francisco Paiva Marques

7º C  Nº 9