Um fim de Semana de Terror

    Em meados de outubro, estava eu em Ponte de Lima a passar um fim de semana com os meus pais, os meus avós e um amigo nosso, quando no domingo, às três da tarde, hora de regressar a casa, uma amiga minha me telefonou a dizer que havia fogo na zona de Penacova e que também estava perto das nossas povoações. Eu, preocupada, fui logo dizer aos meus pais, mas eles não ficaram muito ansiosos porque acharam que a situação estaria controlada, no entanto, na viagem de regresso, o trânsito estava parado, porque as estradas estavam cortadas.

    Tivemos que passar a noite em Penacova, junto ao quartel dos Bombeiros. Já lá estavam muitas pessoas. Havia um grande movimento de bombeiros, que chegavam frustrados e cansados porque não conseguiam entrar em certas povoações por falta de meios, do fumo intenso e das chamas.

    A minha família estava muito preocupada porque o irmão da minha mãe, o meu padrinho, estava em sua casa, rodeada de fogo, com a mulher e a filha. Estávamos muito aflitos, porque não conseguíamos falar com eles, não havia contacto telefónico. Só de madrugada é que a minha mãe falou com o meu padrinho e ficámos mais descansados. Voltámos para casa com a ajuda dos bombeiros, por volta das sete horas da manhã. Ao longo de todo o trajeto ainda havia pequenos focos de incêndio, muito fumo, ramos e fios caídos e muitas casas e árvores queimadas.

    Assim, apesar de ter sido um grande susto e de a paisagem à nossa volta estar muito negra, toda a minha família está sã e salva.

    Letícia Batista Turma A 

 

Coisas Esquisitas da Vida

    Porque é que há o dia e a noite? Porque é que o mar é azul? Porque é que há o castigo e as proibições? São perguntas para as quais não há respostas certas. Os nossos pais, avós, amigos etc. dizem que o céu é azul por causa do reflexo do céu. E outros dizem que é assim o fundo do mar.

    Questiono-me: e quando os nossos filhos também nos perguntarem porque é que o mar é azul? Ficamos bloqueados porque não sabemos a resposta que lhes daremos. Por isso, estou de acordo que haja a escola, pois os professores podem-nos dar as respostas a certas perguntas. Há no entanto uma pergunta para a qual eu ainda não sei a resposta: Porque é que os nossos pais nos têm e depois nos abandonam nos hospitais? Parece que não gostam de nós! Pois foi o que me aconteceu! Espero que os professores, ou os familiares, me ajudem a descobrir uma resposta…

Andreia Regina Fonseca Cardoso  Nº 4  7º A

 

A Menina Curiosa

    Porque é que a relva é verde e o céu azul? Porque é que a água molha? E as nuvens são feitas de algodão? Estas eram as perguntas que a menina Ritinha fazia aos pais, avós e professores. Era a menina mais curiosa do reino, até se via no seu olhar a vontade de fazer perguntas. 

- Mas onde é que ela vai buscar tudo aquilo? – diziam os pais, fartos de a ver fazer perguntas aqui e acolá.

    Bem, nem ela mesma sabia. Simplesmente tinha vontade de saber sobre tudo o que há no mundo. Até já tinha um plano de viagens, para quando fosse adulta. Queria conhecer todo o tipo de pessoas, culturas, raças, tudo. Na escola os professores nem conseguiam dar as aulas, pois ela não parava nem um segundo de fazer perguntas.

    Certo dia, os pais, fartos de a ouvir, mandaram-na ir apanhar flores ao bosque. Tinham esperança que ela, pelo caminho, se lembrasse de outra questão e se entretivesse a tentar desvendá-la. Nessa mesma altura, encontrava-se o feiticeiro mais horrível que se possa imaginar à procura de ingredientes para as suas poções e a Ritinha, ao passar, avistou o tal homem e foi ao seu encontro.

    - Olá, como se chama?

    - Hahaha! Uma menina tão pequena vem ter comigo? Querida, tu não sabes quem eu sou?

    - Não, por isso é que perguntei.

[Continua]

Andreia Filipa Dias Ferreira  Nº 3  Turma A

 

Por Detrás das Câmaras

    Hoje entro no meu quarto, pego numa caneta e num papel e escrevo uma carta sem destino nem destinatário, apenas para que no futuro me possa lembrar de quem eu era.

    Ah! Pois, esqueci-me de dizer quem eu sou. Bem, sou uma rapariga norte-americana, nasci no sul da Califórnia, mas vivo aqui há treze anos. Sim, eu sei que treze anos não é muito tempo, mas imaginem perder treze anos de memória! Agora já parece qualquer coisa… Para já não vos vou revelar o meu nome, apenas vos irei contar a minha história de vida.

    Já sabem onde nasci, quantos anos tenho, mas não sabem o motivo de eu estar a escrever isto. É que há algumas semanas atrás, ouvi os meus pais dizerem que nós nos iríamos mudar para Londres, no Reino Unido. Londres é maravilhoso e tudo o mais, mas não quero ter de deixar tudo o que vivi. Agora já não há nada a fazer, os meus pais já tomaram a decisão e só me resta fazer as malas e dizer adeus a tudo e a todos. Não é fácil passar por isso, mesmo sabendo que vou correr atrás do meu sonho de ser atriz. Custa-me dizer adeus! Mas a vida é assim, nem sempre podemos ter tudo quando e onde queremos e vou ter de superar isso.

    Em breve continuarei a escrever e tenciono continuar até voltar a casa, ou quem sabe, até ao fim da minha vida.

Francisca Moreira Castanheira Neto da Costa  Nº8  7º A

 

Uma Pessoa Diferente

Bem…podia começar pela típica expressão “Era uma vez…”, mas acho que não se encaixa neste tema, pois não é uma história de princesas e príncipes encantados. Era um dia normal na vida de Evanna, acordou bem cedo e foi para a escola. Ela era gozada todos os dias por ser diferente. Ela não ligava, mas não entendia o porquê. Até que um dia, normal, achava ela, decidiu perguntar aos colegas porque é que seria que ela era gozada. Ouviu várias respostas: “És muito magra”; “És diferente, não te encaixas”. Eram coisas que ela já estava habituada a ouvir. Mas houve uma frase, uma frase apenas que lhe chamou a atenção: “Tu não vês o mundo, mas acho que ainda o vês mais belo do que nós o vemos e que te gozamos todos os dias! Tu é linda, do jeito que és!” Ela reconheceu aquele som, era a voz do seu colega, aquele que era o líder do grupinho que adorava gozar com ela.

Ele dissera aquilo porque a sua mãe perdera a visão uns dias atrás, num acidente. Agora ele já entendia o sofrimento de Evanna. A partir desse dia, Daniel ajudou-a em tudo.

E viveram felizes para sempre… penso que já posso acabar assim.

Maria Eduarda H. Elias  Nº 17  7º A

Um Pouco sobre O Principezinho

O meu livro favorito é O Principezinho, pois é uma história simples, bonita e que nos ensina muito.

O texto fala-nos de um piloto que caiu no deserto e que para não começar a ficar doido, decidiu escrever. Ele escreve sobre um rapaz muito curioso e aventureiro que andou pelo mundo, mas que queria regressar ao seu planeta, onde vivia com a sua rosa muito mandona e manienta, mas que amava muito. Decidira deixar o seu planeta durante uns tempos, para descobrir milhares de sítios e seres. Um desses seres foi uma raposa, que lhe ensinou o que era a amizade. Conheceu também muitas outras pessoas e a opinião que tem sobre elas é que são todas muito iguais, parece que não sentem, só pensam no negócio.

Ele explica ainda como chegou ao deserto, o seu desejo de sair de lá e sabe que sairá com a ajuda de uma cobra.

No final, o piloto arranja a avioneta e volta para casa com a lembrança do Principezinho, sempre que olha para uma estrela, pois este dissera-lhe que quando olhasse para o céu, ele estaria lá, feliz, no seu planeta com a sua rosa.

Eu gostei da história pois retrata muito os tempos de hoje – tenta lembrar às pessoas os bons sentimentos.

Mariana Patrício Caldeira  Nº 21  7º A

Expressão Escrita Livre

No dia 15 de outubro começou um dos dois dias em que mais medo tive. Aconteceram vários incêndios pelo país e um deles no meu concelho. Quando de manhã fiquei a saber o que estava a acontecer, fiquei apavorada.

Do terraço da minha vizinha eu via as chamas! Durante a tarde fui à Central e de lá via também as chamas e labaredas do incêndio que já estava em Folques, Meda de Mouros e Vila Nova de Poiares.

Na segunda-feira não tive escola. Durante a tarde ouvi tocar o sino da minha freguesia. Queria dizer que o fogo já estava mesmo perto. Passaram carros e carros com águas e comida e ainda camiões e carrinhas com os depósitos cheios de água.

O fogo já estava a ficar controlado na minha freguesia, pois estava a ser pagado pelos populares, até que chagaram os bombeiros, que em vez de o apagarem, o deixaram descontrolar.

Os populares, que tinham sido mandados embora, voltaram e salvaram a minha freguesia, que foi uma das que não ardeu. Eu agradeço muito aos populares da minha freguesia.

Matilde Alvoeiro Andrade  Nº 18  7º A